Na noite de segunda-feira (4), a moda mundial subiu as escadas do Metropolitan Museum of Art em Nova York para a edição do Met Gala 2026, a mais comentada nos últimos anos. Sob o tema Costume Art e o código de vestimenta A Moda é Arte, o evento não apenas arrecadou um recorde de US$ 42 milhões, como também trouxe à tona discussões sobre a presença do Vale do Silício, protestos populares e o retorno triunfal de grandes estrelas ao tapete vermelho.

Beyoncé não pisava no tapete vermelho do evento desde 2016 – Foto: AFP

O Met Gala 2026, tradicionalmente realizado na primeira segunda-feira de maio, serviu como abertura para a nova exposição do Costume Institute, que ocupará as novas Condé Nast Galleries, um espaço de quase 1.115 metros quadrados localizado próximo ao Grande Salão do museu. A exposição ficará aberta ao público a partir de 10 de maio e segue até janeiro de 2027. A arrecadação recorde de US$ 42 milhões superou o valor do ano anterior, que havia sido de US$ 31 milhões.

Beyoncé e o retorno triunfal ao Met Gala 2026 após dez anos

Um dos momentos mais aguardados da noite foi o retorno de Beyoncé ao Met Gala. A cantora, que não pisava no tapete vermelho do evento desde 2016, chegou como uma das co-presidentes da noite ao lado de Anna Wintour, Nicole Kidman e Venus Williams. Beyoncé escolheu um vestido cintilante com estrutura de esqueleto cravejado de joias, assinado por Olivier Rousteing, e trouxe consigo a filha Blue Ivy, de 14 anos, que fez sua estreia no evento.

A presença de Blue Ivy, assim como a de Sunday Rose, filha de Nicole Kidman, de 17 anos, gerou comentários porque o Met Gala tradicionalmente exige que os convidados tenham pelo menos 18 anos. No entanto, a anfitriã Anna Wintour abriu exceções para as filhas das anfitriãs.

Beyoncé não foi a única aposta ousada da noite, no Met Gala 2026. O cantor Bad Bunny chamou atenção ao aparecer quase irreconhecível, com uma caracterização que o envelhecia em décadas, fazendo referência direta à seção Aging Body da exposição do museu. Eu tento sempre fazer algo diferente, disse o porto-riquenho à Vogue na passarela, brincando que levou 53 anos para criar o visual.

Silício Valley toma conta e gera polêmica no Met Gala 2026

Pela primeira vez na história, o Met Gala teve como principal patrocinador uma figura do mundo da tecnologia, e não uma casa de moda ou estúdio de cinema. Jeff Bezos e Lauren Sánchez Bezos foram os anfitriões honorários e contribuíram com cerca de US$ 10 milhões para o evento.

O casal liderou uma verdadeira invasão do Vale do Silício. O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, participou pela primeira vez do baile, assim como Sergey Brin, do Google, Evan Spiegel, do Snapchat, e executivos da Amazon e da OpenAI. Todos compraram mesas no valor de US$ 350 mil cada, enquanto ingressos individuais chegaram a custar US$ 100 mil para ir ao Met Gala 2026.

A forte presença de bilionários da tecnologia, no entanto, gerou protestos em Nova York. Manifestantes se reuniram do lado de fora do Metropolitan Museum para criticar o patrocínio de Bezos. Em um momento de tensão, um manifestante tentou furar o perímetro de segurança antes de ser detido pela polícia. Em resposta à polêmica, Lauren Sánchez Bezos pareceu enviar uma mensagem silenciosa através de sua escolha de vestido. Ela usou uma criação Schiaparelli inspirada no retrato Madame X, de John Singer Sargent, uma pintura que, em sua época, também foi alvo de escândalo por sua ousadia.

Os looks mais impactantes do tapete vermelho

O tapete verde do Met Gala 2026 foi transformado em um cenário digno de uma galeria de arte, com direito a flores suspensas, sebes e uma passarela que imitava pedras cobertas de musgo, evocando paisagens de Monet. Entre os destaques de moda do mundo da música, a Billboard Brasil elegeu os 10 melhores looks, que incluíram desde a alta-costura reciclada de SZA até o visual de estátua viva de Heidi Klum.

Nos bastidores, as apostas no tema Arte foram literalmente literal. A atriz Anne Hathaway usou um vestido da Michael Kors que foi inteiramente pintado à mão, enquanto Dwayne Johnson e sua esposa Lauren Hashian usaram roupas da Thom Browne que levaram 3 mil horas para serem feitas por uma equipe de 80 artesãos.

As integrantes do Blackpink também dominaram as atenções. Lisa protagonizou um dos momentos mais memoráveis ao surgir com uma criação de Robert Wun que incluía braços escultóricos sobre sua cabeça, segurando um véu. Jisoo, Jennie e Rosé completaram o quarteto com visuais que iam do romantismo floral ao minimalismo sofisticado da Chanel.

As festas pós-Met Gala

Após a festa oficial, que contou com uma performance especial de Sabrina Carpenter e Stevie Nicks dentro do museu, as celebridades seguiram para as after-parties espalhadas por Manhattan. A revista GQ promoveu uma das festas mais concorridas, com anfitriões como Chase Infiniti, Damson Idris e Lisa do Blackpink.

No evento, realizado em um clube privado chamado The Twenty Two, os convidados trocaram os trajes elaborados por visuais mais leves. Olivia Rodrigo, que acabara de sair do palco do Saturday Night Live, marcou presença. A festa se estendeu até as 4 da manhã, com alguns convidados ainda especulando sobre ir para a festa de Rihanna no Lower East Side ou de Madonna no NoHo.

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